Mercados globais em alta: Ásia deve seguir Wall Street enquanto petróleo domina atenções
Emprego nos EUA surpreende, ações disparam e petróleo reage à tensão no Irã As ações asiáticas iniciaram a semana em alta, impulsionadas pelo forte desempenho de Wall Street na sexta-feira, após a divulgação de dados de emprego nos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, o petróleo avançou com a intensificação dos protestos no Irã, elevando as preocupações geopolíticas. As bolsas da Austrália e os futuros do índice de Hong Kong registraram ganhos, acompanhando o S&P 500, que subiu 0,6% na sexta-feira e fechou em nova máxima histórica. Os mercados japoneses permanecem fechados nesta segunda-feira devido a um feriado, o que reduz a liquidez na Ásia, inclusive no mercado à vista de Treasuries americanos. Os futuros dos índices dos EUA operavam em leve queda. O avanço das ações americanas ocorreu após dados de emprego considerados benignos, que mostraram criação de vagas abaixo do esperado, enquanto a taxa de desemprego recuou para 4,4%. Além disso, a Suprema Corte dos EUA adiou uma decisão sobre as tarifas do presidente Donald Trump, afastando temporariamente um risco que pressionava os mercados. No mercado cambial, o iene recuou levemente no início do pregão asiático, após encerrar a sexta-feira no menor nível em um ano. O dólar teve desempenho misto, avançando frente ao dólar australiano e mantendo-se estável em relação ao euro. Apesar dos ganhos recentes, analistas destacam que o ambiente global segue marcado por uma calma frágil, diante das tensões geopolíticas do Oriente Médio à América Latina, das incertezas sobre a política tarifária dos EUA e de sinais de enfraquecimento do domínio das grandes empresas de tecnologia americanas. O petróleo subiu novamente no início do pregão asiático, ampliando os ganhos da semana passada, quando registrou a maior sequência de altas desde junho. A valorização ocorre em meio ao aumento da repressão aos protestos no Irã, elevando o temor de instabilidade no país, um dos principais produtores da OPEP. Segundo analistas, uma eventual queda do regime iraniano teria impacto profundo sobre a geopolítica global e os mercados de energia. O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou retaliações caso manifestantes sejam atacados, enquanto o Irã alertou EUA e Israel contra qualquer intervenção. Na agenda econômica da Ásia, os investidores acompanham dados de comércio exterior da Coreia do Sul, gastos das famílias na Austrália e números de inflação da Índia.
1/12/20261 min read


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