Ibovespa bate recorde, chega aos 166 mil pontos e desacelera no final

Ibovespa renova máximas, testa 166 mil pontos e perde fôlego no final. O Ibovespa começou o dia animado e chegou a testar os 166 mil pontos pela primeira vez na história, mas acabou perdendo força no fim do pregão. A desaceleração dos ganhos em Wall Street e a queda das ações da Petrobras pesaram no fechamento. O principal índice da bolsa brasileira encerrou com alta de 0,26%, aos 165.568 pontos, após bater 166.069 pontos na máxima. O giro financeiro foi elevado, somando R$ 27,8 bilhões, sinal de forte participação dos investidores. O que mexeu com o mercado? O clima externo seguiu ditando o ritmo. Tensões geopolíticas, cautela nos Estados Unidos e ajustes técnicos marcaram o pregão. Ainda assim, o fluxo estrangeiro segue positivo, ajudando a sustentar a alta da bolsa neste início de ano. Segundo operadores, o cenário continua favorável para mercados emergentes, principalmente com a expectativa de queda da Selic nos próximos meses, o que tende a favorecer ações. Destaques do dia: Movida (MOVI3) foi o grande destaque, com alta de 12,2%, após divulgar números preliminares fortes no quarto trimestre. B3 (B3SA3) subiu 2,6%, apoiada em dados operacionais mais consistentes e maior volume negociado. Entre os bancos, o dia foi misto. Bradesco e Itaú avançaram, enquanto Santander teve queda mais forte. Petrobras (PETR3 e PETR4) recuou, acompanhando a forte baixa do petróleo no exterior, mesmo após divulgar recordes de produção no trimestre. Vale (VALE3) teve leve queda, seguindo o recuo do minério de ferro na China, após forte alta na véspera. Smart Fit (SMFT3) caiu mais de 8%, em movimento de correção após forte valorização recente e um discurso mais cauteloso da empresa sobre o futuro. E agora? Mesmo com a perda de fôlego no fim do dia, o mercado segue em tendência positiva, ainda sustentado por fluxo externo, expectativa de juros mais baixos e temporada de balanços no radar. A volatilidade continua, mas as oportunidades também.

1/15/20261 min read