IA, lucros e volatilidade: o que pode mover as ações de tecnologia dos EUA em 2026

Hegemonia da Magnificent 7 começa a mostrar rachaduras no mercado acionário Durante anos, apostar nas maiores empresas de tecnologia dos Estados Unidos foi uma forma eficaz de bater o mercado. A concentração nas chamadas Magnificent 7 entregou retornos acima da média e virou estratégia padrão entre investidores. Esse cenário, no entanto, começou a mudar. Em 2025, a maior parte dessas gigantes passou a render menos que o S&P 500, algo que não acontecia desde o início do ciclo de alta de juros do Federal Reserve, em 2022. Mesmo com a valorização de 25% do índice Bloomberg Magnificent 7 no ano, o resultado ficou concentrado em poucas ações, principalmente Alphabet e Nvidia. Sem elas, o desempenho do grupo teria sido bem mais modesto. No mesmo período, o S&P 500 avançou 16%. A expectativa em Wall Street é que essa diferença persista em 2026, à medida que o crescimento dos lucros desacelera e aumentam as dúvidas sobre a rentabilidade dos grandes investimentos em inteligência artificial. Os números mais recentes reforçam essa leitura: no começo do ano, o índice Magnificent 7 sobe apenas 0,5%, enquanto o S&P 500 registra alta de 1,8%. Com isso, a estratégia de comprar todo o grupo indiscriminadamente perde força. O momento exige maior seletividade, já que ganhos em algumas empresas podem ser anulados pelo desempenho fraco de outras.

1/12/20261 min read

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