Bitcoin inicia fevereiro pressionado e ainda busca estabilização

Após um janeiro marcado por forte liquidação, o Bitcoin (BTC) inicia fevereiro sob pressão, ainda em busca de um ponto de estabilização depois de perder o patamar dos US$ 80 mil. A criptomoeda encerrou janeiro próxima dos US$ 78.500, acumulando queda superior a 10% no mês e registrando a quarta baixa mensal consecutiva, a pior sequência desde o bear market de 2018–2019. A aceleração das perdas ocorreu principalmente na reta final de janeiro, após a nomeação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve, o que levou o mercado a revisar expectativas sobre juros e liquidez global. Segundo análises institucionais, o movimento foi interpretado como um sinal de política monetária potencialmente mais restritiva, pressionando ativos sensíveis a liquidez — entre eles o Bitcoin. Bitcoin não se firma como proteção Mesmo com a volatilidade global e movimentos bruscos no mercado de metais, o Bitcoin não conseguiu se comportar como ativo defensivo. Enquanto o ouro chegou a subir como proteção antes de uma forte realização, o BTC seguiu pressionado, reforçando a percepção de que ainda é tratado majoritariamente como ativo de risco. Analistas destacam que, em momentos de estresse, investidores tendem a liquidar ativos mais líquidos, grupo no qual o Bitcoin se encaixa. Isso faz com que a criptomoeda reaja de forma semelhante às ações, e não como reserva de valor no curto prazo. Relação com o ouro segue fraca Apesar de ganhar força a tese de que movimentos do ouro poderiam antecipar altas do Bitcoin, estudos recentes questionam essa correlação. Segundo dados citados por analistas de mercado, a correlação entre ouro e Bitcoin segue baixa, sem evidência estatística consistente de que um ativo lidere o outro de forma previsível. O que pode destravar uma recuperação Apesar do cenário desafiador no curto prazo, analistas evitam uma leitura estruturalmente negativa para o Bitcoin. Os fundamentos de longo prazo permanecem intactos, mas a recuperação segue condicionada ao ambiente macroeconômico. Entre os fatores que podem ajudar o ativo a se recuperar estão: melhora da liquidez global; queda dos juros e redução do custo de oportunidade; avanços regulatórios nos Estados Unidos; retomada do apetite por risco dos investidores. No início de fevereiro, o Bitcoin continuava pressionado, negociando abaixo dos US$ 77 mil, aprofundando a correção após a forte liquidação observada em janeiro. Conclusão O Bitcoin entra em fevereiro fragilizado no curto prazo e ainda distante de se consolidar como ativo de proteção em momentos de estresse. Enquanto o cenário macro seguir restritivo e a liquidez limitada, o ativo tende a reagir como ativo de risco, com recuperação dependente de mudanças mais claras no ambiente global.

2/2/20261 min read